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Lendas e Curiosidades

O SIGNIFICADO DO NOME TAIÓ

O nome Taió tem origem na língua tupi e pode significar “grande morro” ou “pedra grande”. Essa referência está diretamente ligada à geografia local, principalmente ao Morro do Funil, um dos pontos mais altos da cidade e cartão-postal natural da região. Os primeiros habitantes e viajantes indígenas costumavam nomear os lugares a partir da paisagem, e Taió certamente impressionava com seus vales, morros e formações rochosas marcantes.

Imagem retirada do Portal de Turismo de Mirim Doce

A LENDA DO MONGE JOÃO MARIA NO MORRO DO TAIÓ

No final do século XIX, a figura do Monge João Maria se tornou lendária no Sul do Brasil. Ele era um andarilho místico, conhecido por curas com ervas, orações e previsões. Muitos diziam que ele tinha dons milagrosos.

Conta-se que, ao passar por Taió, o monge subiu até o topo do Morro do Taió, onde permaneceu em silêncio e jejum por 48 horas. Moradores da região contam que, no fim desse período, uma luz intensa envolveu o local, e o monge desapareceu misteriosamente, como se tivesse sido levado pelos céus. Até hoje, algumas pessoas afirmam que há uma marca vermelha no solo, deixada no exato ponto onde ele teria desaparecido.

Outros relatam visões espirituais, sonhos ou sensações fortes ao visitar o local, que passou a ser visto por alguns como sagrado.

Imagem Morro do Taió. (Gerson Witte/Reprodução/ND)

O TESOURO ESCONDIDO DO MORRO DO TAIÓ

Outra lenda muito comentada entre os moradores mais antigos é a do tesouro escondido. Acredita-se que há algo valioso enterrado nas encostas do Morro do Taió — alguns dizem que são esmeraldas, outros falam em caixas de prata enterradas por antigos tropeiros ou por um grupo desconhecido que passou pela região.

Exploradores amadores já relataram escutar barulhos metálicos ao cavar ou usar detectores de metais, mas nunca houve comprovação. Alguns dizem que o tesouro está protegido por uma maldição ou guardado por entidades invisíveis, que confundem ou assustam quem tenta encontrá-lo. Até hoje, o suposto tesouro alimenta o imaginário popular.

Imagem retirada do Trip Montanha. (Cristian Stassun)

A ESPADA MISTERIOSA QUE “NÃO ERA DE TAIÓ”

Em certo momento, ganhou repercussão um vídeo que mostrava uma espada antiga encontrada supostamente em Taió. O artefato causou alvoroço entre os moradores e entusiastas da história local, que imaginavam ter descoberto um item raro, talvez de origem colonial ou até indígena.

Porém, após análises, foi identificado que a espada não pertencia originalmente à cidade e havia sido trazida de outro local, talvez como objeto decorativo ou peça de coleção. Mesmo assim, o episódio alimentou o debate sobre os “mistérios históricos da cidade”, levantando novas histórias e lembranças sobre objetos antigos que teriam sido encontrados na região.

Imagem apenas ilustrativa

O PASSADO PALEONTOLÓGICO E PRÉ-HISTÓRICO

Mais do que lendas, Taió guarda curiosidades científicas fascinantes:

Em seu território está localizado um dos sítios arqueológicos mais antigos de Santa Catarina, com vestígios humanos de mais de 8.000 anos. Ferramentas de pedra, fragmentos cerâmicos e outros artefatos mostram que povos originários já habitavam a região muito antes da colonização europeia.

Além disso, a cidade é rica em fósseis marinhos do período Permiano, com cerca de 280 milhões de anos, encontrados em rochas próximas ao rio Itajaí do Oeste. Os fósseis são semelhantes aos encontrados em regiões da Austrália, o que revela que, há milhões de anos, os continentes estavam unidos.

Esses achados estão em exposição no Museu Paleoarqueológico e Histórico Prefeito Bertoldo Jacobsen, um dos principais atrativos culturais de Taió.

Museu Paleoarqueológico e Histórico Prefeito Bertoldo Jacobsen